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  • Enxaqueca
    Ai, minha cabeça...

    Cabeça latejando, enjôo, sensibilidade à luz e a certos odores... Quem sofre com a enxaqueca conhece bem esses sintomas. São horas, às vezes dias, isolado para se livrar da dor e assim voltar à vida normal. Um dos tipos mais comuns de cefaleia (dor de cabeça), a enxaqueca afeta cerca de 20% das mulheres e 5 a 10% da população masculina.

    O maior erro de quem convive com esse mal é tratá-lo como uma simples dor de cabeça. Por isso, o primeiro passo para colocar um fim no incômodo é o diagnóstico correto.

    O que é enxaqueca?

    A Sociedade Brasileira de Cefaleia classifica a enxaqueca como uma "doença neurovascular que se caracteriza por crises repetidas de dor de cabeça que podem ocorrer com uma frequência bastante variável: enquanto alguns pacientes apresentam poucas crises durante toda a vida, outros relatam diversos episódios a cada mês".

    As crises (episódios) de dores de cabeça são de intensidade moderada a intensa, que podem durar de quatro horas até três dias, usualmente sentidas em um dos lados da cabeça; geralmente de caráter pulsátil e piora com pequenos esforços físicos. Frequentemente, a dor da enxaqueca apresenta-se com outros sintomas associados a ela, tais como náuseas e sensibilidade à luz ou som e, em alguns casos, transtornos visuais (enxaqueca com aura), tais como: visão borrada e visões de ondas ou ziguezagues.

    Apesar de não ser completamente conhecido o porquê de as pessoas apresentarem enxaqueca, os pesquisadores acreditam que as crises acontecem em pessoas que são geneticamente predispostas a elas. De fato, quatro em cada cinco pessoas que apresentam têm história familiar positiva. Isso significa que, se um de seus avós tem história de enxaqueca, você terá uma probabilidade de 50% de desenvolver enxaqueca; se o seu pai e a sua mãe têm história de enxaqueca, seu risco sobe para 75%.

    O que desencadeia a enxaqueca?

    Os pesquisadores acreditam que as pessoas que apresentam enxaqueca são hipersensíveis a determinados tipos de "gatilhos" (desencadeadores) da enxaqueca (veja o glossário da enxaqueca). Um "gatilho" da enxaqueca pode ser um alimento em particular, uma condição ambiental ou um fator hormonal.

    Não importa quantos fatores desencadeantes você possa evitar, mesmo assim poderão ocorrer algumas crises de enxaqueca. Entretanto, se você conhecer quais são esses fatores desencadeantes e seguir o plano de tratamento, você poderá minimizar suas chances de futuras crises de enxaquecas.

    Como a enxaqueca é diagnosticada?

    Se você suspeitar que apresenta enxaqueca, existem coisas que pode fazer para ajudar seu médico a auxiliá-lo. Vale procurar um especialista (normalmente um neurologista) que possa diagnosticar se suas dores de cabeça são associadas à enxaqueca, baseado em três aspectos principais:

    - Nos sintomas;
    - Na sua história pessoal;
    - No histórico familiar de enxaqueca.

    E lembre-se: o conhecimento é o melhor recurso no controle do problema.

    Para saber mais sobre o assunto e entender os principais termos, clique aqui e veja o glossário da enxaqueca.

    Revisado por Dra. Renata Dejtiar Waksman, Médica pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, Doutora em Pediatria pela FMUSP, Presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
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